quarta-feira, 20 de junho de 2012

Need to die

E era uma noite como outra qualquer, no silêncio, no escuro, na solidão, uma voz, apenas uma voz poderia tira-la daquela situação.. A morte, parece tão simples, e bela, como um dia de verão, mas guarda coisas obscuras e sem significado, o vazio, o paraíso, o sofrimento, sem sentido e sem direção, um mundo deixado para trás, uma história jamais terminada.
"Você me obrigou a fazer isso."
O mundo tão escuro, nada de luz no fim do túnel, nada do calor te levando em frente, o vazio te puxando, o abismo sem fim, caindo, sempre caindo, a tristeza, o medo, felicidade, amor, ali nada existia. 
"Você veio pra cá? Não consigo te encontrar."
Tudo perdido, desperdiçado... Aqui, ninguém existe, ninguém sabe, ninguém vê, todos esperam, não se atrevem a pronunciar palavra alguma, tem medo do que está por vir, medo daquilo que nunca contaram, o conto de fadas acabou e ninguém teve a capacidade de avisar, de explicar, de pelo menos dar um sinal.Sinal de que tudo vai mudar, que a vida continua, e que o amor nunca morre, procurando por você eu me perdi, fui por caminhos sem volta, só me arrependo de ainda não ter te encontrado, de ter te provado que tudo valia a pena, e que eu estava aqui até quando você não queria, quando menos merecia. Estou perdida nos caminhos mais obscuros da morte e a única coisa que ouço, muito longe daqui, é sua voz, me chamando, mas eu continuo perdida. 
Me lembro de sorrisos e lágrimas, brigas e risos, pedido de desculpas, mas mesmo assim eu me perdi, me perdi do que era mais importante... Fui avisada e também avisei, depois de partir, não há mais volta, tudo foi acabado, de uma maneira irreversível, mas eu continuo procurando até me perder novamente, mas não na escuridão, mas sim em seus braços, ou o que sobrou deles.
Precisei morrer pra perceber que já estávamos mortos.

-CamilaPierzckalski