-Senhor dos Anéis é melhor que Harry Potter! - afirma ele. deixo o espanto dominar minhas feições como sempre acontece quando alguém ofende a Deusa suprema. abro um sorriso debochado. - desculpe, não posso concordar, são estilos de escrita totalmente diferentes, um não pode sobrepujar o outro.
-sobrepujar? - ele me beija. - estou "abasbacado" com o refinamento de seu vocabulário.
-não superei você ainda. - rimos e nos beijamos.
eu não queria dormir, queria ficar para sempre deitado ao lado dele, olhando o teto, segurando sua mão e rindo dos assuntos aleatórios que iam surgindo durante a madrugada. no entanto, a realidade iria nos esbofetear mais cedo ou mais tarde. e eu nunca estive tão certo disso.
-como vai ser agora Pedro? - ele me lança um olhar penetrante.
-vou contar pros meus pais Léo, não vou esconder o que sinto por você, não posso. seria injusto com você e comigo também.
-você não quer esperar mais um pouco?
-só se você quiser. mas estou tão certo do que sinto por você que não ligo pro resto. e o mundo pra mim é o resto e se você ficar comigo enfrento todo esse resto se for necessário. sei que vai ser difícil, principalmente pra mim, pois você já se acostumou com as brincadeiras estúpidas e as risadas, mas eu não ligo. sei que no fim do dia você vai estar lá.
-tudo isso é lindo Pedro, mas não é tão simples. nunca vai ser simples.
-o que você sugere então?
Pedro.
As coisas andavam muito confusas na minha mente, todos os dias eu acordava muito perturbado, mas quando o via, não tinha como não sorrir, ele estava sempre de bom humor, não sei se ele era daquele jeito ou apenas eu que estava sempre triste de mais, confuso de mais. Eu o amava, ele me amava mas ele não tinha ideia do que eu escondia e de quem eu realmente era, se ele soubesse talvez não me amasse tanto, assim como a Mel me deixou ele também me deixaria.
Em uma aula a professora perguntou qual era a primeira coisa que víamos quando acordávamos e como nos sentíamos ao pensar sobre essa coisa, pediu que escrevêssemos. Eu escrevi. Escrevi que era a mensagem de bom dia que a pessoa mais especial da minha vida me enviava todas as manhãs, e também a espera por essa mensagem quando eu acordava primeiro, até mesmo quando eu mandava "Bom dia" primeiro, disse que isso fazia com que eu me sentisse especial, amado, e que em dias ruins eu me prendia a essa pequena mensagem e ela me modificava. A professora respondeu meu texto, e foi uma resposta "acertada": "Os seus pólos negativos são alterados por essa pessoa, os transformando assim em positivos, fazendo com que todo o seu ser pareça e esteja mais feliz."
Pensei nisso durante todos os dias daquela semana, para resistir a tentação de beijá-lo todas as vezes que estávamos juntos na escola, como se fosse possível esquecer a noite que ficamos juntos, sentia falta de momentos como aquele, sentia falta de me sentir eu mesmo. E isso, só acontecia quando eu estava com ele, ali naquele mundo que criamos éramos únicos... éramos insensatos... livres... infinitos.
Flávia.
Recebi uma ligação.
Atendi.
Falei.
Ele falou.
Falei.
Ele falou.
Desligamos.
Todos os dias quando eu saia para a faculdade e via pela janela do carro do meu pai a imensidão e complexidade do mundo, pensava que eu não podia ser a única pessoa que pensava assim, que deveriam existir mais loucos do que sãos no mundo, e que eu apenas não os havia encontrado ainda.
"Sempre sonhadora" era o que meu pai me dizia, mas ele também dizia que se alguém fosse capaz de transformar sonhos em realidade esse alguém seria eu.
Eu acreditava nele. Ou pensava acreditar.
terça-feira, 31 de março de 2015
segunda-feira, 30 de março de 2015
Wild Night
Estávamos todos juntos aquela noite, e que noite. Não que eu esperasse que algo assim fosse acontecer, realmente não esperava, mas quando "dei por mim" estava nu em cima dele, não sei o que me levou a ser o ativo naquela situação, mas aconteceu. Quando contei para minha melhor amiga cada detalhe, ela riu.
Não acredito que cedi as provocações deles, suas vozes ainda retumbam na minha mente:
-Você não come ninguém!
-Te como aqui e agora! E bem, foi mais ou menos o que aconteceu...
Tentando me lembrar daquela noite percebi o quão estranho nós éramos um pro outro, mas o quanto eu o desejei, nunca havia sido o ativo, mas talvez sabendo que ele era virgem, e estando excitado como eu estava não tenha pensado duas vezes.
Lembro-me de pegá-lo pelo braço e levá-lo para o quarto da minha amiga, eu o beijei e coloquei a mão dele no meu pênis, fiz ele se agachar e chupá-lo, depois o joguei na cama sem delicadeza alguma, arranquei suas calças e fizemos um 69, me ergui, prendi os braços dele com minhas pernas, me curvei sobre ele e fiz com que ele me chupasse de novo, ofegávamos.
Quando o puxei pelo cabelo e o deixei de quatro, não pensei em camisinha ou lubrificante, apenas coloquei meu pênis nele, e ele gritou. Nossos amigos bateram na porta do quarto e perguntaram se ele estava bem:
- Eu to bem, saião. Acho que ele estava gostando.
Tirei meu pênis e o virei pra mim beijando-o, o penetrei novamente. Eu o masturbava, ele arqueava as costas e dava leves gemidos que se confundiam com suspiros prolongados e a respiração ofegante de nós dois.
Ele gozou.
Via em seu rosto o prazer misturado com a dor, o alívio e até mesmo um obrigado velado. Não estava muito romântico aquele dia, fiz com que ele se ajoelhasse no chão enquanto eu me masturbava próximo ao rosto dele.
Eu gozei.
-Lucas? Lucas? Acorda.
Acordei aturdido, olhando em volta vi que estava ainda na casa da minha amiga, ela quem me acordava.
-Que foi?
-Você pegou no sono enquanto a gente conversava, não quer ir se deitar na minha cama?
-Na sua cama?
-É.
-Na sua cama não, obrigado.
Me levantei completamente ofegante do sofá onde eu pegara no sono, olhei para o Vini, não acredito que eu sonhara tudo aquilo. COM ELE.
Não acredito que cedi as provocações deles, suas vozes ainda retumbam na minha mente:
-Você não come ninguém!
-Te como aqui e agora! E bem, foi mais ou menos o que aconteceu...
Tentando me lembrar daquela noite percebi o quão estranho nós éramos um pro outro, mas o quanto eu o desejei, nunca havia sido o ativo, mas talvez sabendo que ele era virgem, e estando excitado como eu estava não tenha pensado duas vezes.
Lembro-me de pegá-lo pelo braço e levá-lo para o quarto da minha amiga, eu o beijei e coloquei a mão dele no meu pênis, fiz ele se agachar e chupá-lo, depois o joguei na cama sem delicadeza alguma, arranquei suas calças e fizemos um 69, me ergui, prendi os braços dele com minhas pernas, me curvei sobre ele e fiz com que ele me chupasse de novo, ofegávamos.
Quando o puxei pelo cabelo e o deixei de quatro, não pensei em camisinha ou lubrificante, apenas coloquei meu pênis nele, e ele gritou. Nossos amigos bateram na porta do quarto e perguntaram se ele estava bem:
- Eu to bem, saião. Acho que ele estava gostando.
Tirei meu pênis e o virei pra mim beijando-o, o penetrei novamente. Eu o masturbava, ele arqueava as costas e dava leves gemidos que se confundiam com suspiros prolongados e a respiração ofegante de nós dois.
Ele gozou.
Via em seu rosto o prazer misturado com a dor, o alívio e até mesmo um obrigado velado. Não estava muito romântico aquele dia, fiz com que ele se ajoelhasse no chão enquanto eu me masturbava próximo ao rosto dele.
Eu gozei.
-Lucas? Lucas? Acorda.
Acordei aturdido, olhando em volta vi que estava ainda na casa da minha amiga, ela quem me acordava.
-Que foi?
-Você pegou no sono enquanto a gente conversava, não quer ir se deitar na minha cama?
-Na sua cama?
-É.
-Na sua cama não, obrigado.
Me levantei completamente ofegante do sofá onde eu pegara no sono, olhei para o Vini, não acredito que eu sonhara tudo aquilo. COM ELE.
quarta-feira, 18 de março de 2015
Part. quatro
como se tudo já estivesse programado para acontecer, como se nós dois estivéssemos destinados a estarmos ali naquele momento. nada ao redor chamava minha atenção, apenas ele, só existia ele. quando entramos no meu quarto ele fechou a porta, olhou ao redor por um momento, quase como se procurasse algo. voltou-se pra mim, olhou no fundo dos meus olhos, abriu a boca levemente, como se quisesse falar, como se desejasse algo que não pudesse desejar. o que eu não daria por saber o que ele estava pensando? o que ele estava sentindo?
- eu sou virgem. falei. - nunca transei com ninguém, penetração sabe? me senti um completo idiota por dizer isso, meu deus porque eu disse isso? devo ter abaixado o rosto de vergonha pois ele segurou carinhosamente meu queixo e o levantou, pegou minha mão e me puxou para mais perto dele, me olha, fecha os olhos e eu fecho os meus também. nos beijamos. nos beijamos. nos beijamos.
não lembro quando paramos de nos beijar, quando nos deitamos ou quando tiramos a roupa, lembro dele me fazendo carinho, dizendo que me amava no ouvido, lembro de pegar a mão dele e colocar sobre meu corpo, ele desceu a mão sem eu falar nada, sem eu insinuar nada. ele segurou tão firme, tão seguro de si. me virei de frente pra ele e o beijei e ele continuou me masturbando e eu a ele. não sabia como aquela brincadeira ia acabar, não queria que acabasse.
cada minuto, segundo que passava ali, pareciam pequenas eternidades, o rosto dele de frustração quando tirei minha mão me fez rir, eu me curvei, coloquei minha boca no seu pênis e o chupei, não como costumava acontecer com o Marlon, mas delicadamente, como se a minha vida dependesse disso. eu o olhava e ele contorcia-se de prazer, respirava com dificuldade, fazia sons engraçados que me deixavam mais excitado. ele tirou o pênis dele da minha boca e gozou no meu rosto, começamos a rir.
- desculpe, não segurei. ele disse. - não me importo. eu disse, e não me importava mesmo, ele segurou meu rosto entre suas mãos, aproximou meu rosto do dele e começou a dar leves lambidinhas para me limpar. comecei a tentar pegar parte daquele líquido que estava espalhado no meu rosto com a língua e ele ria das minhas tentativas frustradas. eu o amava, como eu o amava.
ele começou a sugar meu pênis também, eu comecei a entender a dificuldade dele de respirar, já haviam feito sexo oral em mim, mas algo estranhamente estava fazendo eu perder o fôlego, não consigo pensar em nada, apenas abro os olhos e o vejo ali, concentrado em me dar prazer, em, em... eu tento tirar mas ele não deixa e acabo gozando na boca dele, ele lambe meu pênis todo e nos abraçamos na cama, nos beijamos e nos beijamos de novo. - eu te amo Pedro. - eu te amo Leonardo.
dormimos.
acordo com o toque do meu celular, meus pais. atendo, conversa rápida, aviso que o Pedro vai dormir aqui, digo que estou bem, eles vão chegar tarde (normal), desligo.
Pedro me beija, pega o celular dele e liga para a mãe, avisa que vai dormir na minha casa, desliga. me beija de novo.
ele se deita e encara o teto, eu me levanto, abro a porta e ele me segue, estamos nus, mas não importa, ninguém vai nos ver. fecho a casa, vou para a sala, sento no sofá e ligo a tv. ele deita com a cabeça no meu colo, acaricio o cabelo dele. conversamos sobre coisas aleatórias. nos beijamos.
- léo? - Pedro? - tem camisinha? - tenho, quer que eu busque? - sim. me levanto e vou até o quarto e pego um pacote, coloco na mesa de centro, ele me observa, levanto a cabeça dele, me sento e coloco de volta no meu colo. ele me encara. - você está com medo? - não pedrinho, não estou com medo, só não quero fazer nada que você não queira. - mas eu quero, léo. ele me olhou com cara de cachorrinho safado, juro por deus que eu comeria ele ali mesmo.
ele sentou no meu colo nu, e ficou me olhando e rindo, me provocando, segurei o pênis dele e comecei a masturbá-lo, ele riu alto e disse que não era minha mão que ele queria. ele tava me deixando maluco, me levantei, joguei ele no sofá de costas, subi em cima dele e sussurrei perto do ouvido dele - vai doer amor. - como você sabe se nunca fez? me olhou com aquela cara de provocante safado dele e coloquei a cabeça do meu pênis, ele soltou um gemido e arqueou o corpo, beijei as partes do corpo dele que estavam ao meu alcance, dei pequenas mordidas, beijei aquele buraquinho lindo e depiladinho, eu ri alto sem querer.
- ta rindo de que? - você se depilou. - sim. ele corou. - você fica tão lindo com vergonha. penetrei, coloquei todo lá dentro, ele gemeu alto, comecei a me mexer bem devagar, e aos poucos ele foi relaxando, fazia careta mas não parecia estar achando ruim. continuei, sempre que eu sentia o corpo dele se encolher eu diminuía um pouco a intensidade. quando enfim consegui ir cada vez mais rápido, ouvindo os gemidos entre os dentes dele, eu estava pronto para gozar, sentia o orgasmo a caminho, cravei as unhas nas costas dele e ele gritou. quando ele gritou eu explodi de prazer, gozei nele e sai. puxei ele pra mim e o beijei, passando a mão em toda a extensão do seu corpo, e o beijei, e o beijei, nos espremíamos um contra o outro, como se mesmo a minima distância entre nós pudesse nos separar.
nos deitamos.
me levantei e disse para ele esperar ali, fui no banheiro e lavei as mãos, fui na cozinha ver o que eu podia fazer para comermos, ele me abraçou pelas costas, beijou meu pescoço e sussurrou no meu ouvido - agora é minha vez amor, ou você acha que eu esqueci de você? não pude conter um sorriso malicioso, ele bateu na minha bunda - safado. me encostou na mesa da cozinha e colocou seu pênis em mim sem piedade alguma, adorei aquela pressão, aquela dor cortante me excitou, ao mesmo tempo que eu o desejava dentro de mim eu o queria fora, e ele continuava com movimentos hora suaves e hora mais intensos, quando eu gemia alto ele ia mais devagar e quando eu silenciava e controlava minha respiração, ele ia com força e eu gritava, eu gritava.
não consigo lembrar de quando acabou, sei que gozei na mesa enquanto ele gozava em mim. me sentei no chão, passei a mão no cabelo, suspirei.
- pedrinho, assim você acaba comigo.
- essa é a intenção léo. ganho um sorriso malicioso e um beijo suave perto da minha orelha. fecho os olhos, estou sonhando, só posso estar sonhando.
- eu sou virgem. falei. - nunca transei com ninguém, penetração sabe? me senti um completo idiota por dizer isso, meu deus porque eu disse isso? devo ter abaixado o rosto de vergonha pois ele segurou carinhosamente meu queixo e o levantou, pegou minha mão e me puxou para mais perto dele, me olha, fecha os olhos e eu fecho os meus também. nos beijamos. nos beijamos. nos beijamos.
não lembro quando paramos de nos beijar, quando nos deitamos ou quando tiramos a roupa, lembro dele me fazendo carinho, dizendo que me amava no ouvido, lembro de pegar a mão dele e colocar sobre meu corpo, ele desceu a mão sem eu falar nada, sem eu insinuar nada. ele segurou tão firme, tão seguro de si. me virei de frente pra ele e o beijei e ele continuou me masturbando e eu a ele. não sabia como aquela brincadeira ia acabar, não queria que acabasse.
cada minuto, segundo que passava ali, pareciam pequenas eternidades, o rosto dele de frustração quando tirei minha mão me fez rir, eu me curvei, coloquei minha boca no seu pênis e o chupei, não como costumava acontecer com o Marlon, mas delicadamente, como se a minha vida dependesse disso. eu o olhava e ele contorcia-se de prazer, respirava com dificuldade, fazia sons engraçados que me deixavam mais excitado. ele tirou o pênis dele da minha boca e gozou no meu rosto, começamos a rir.
- desculpe, não segurei. ele disse. - não me importo. eu disse, e não me importava mesmo, ele segurou meu rosto entre suas mãos, aproximou meu rosto do dele e começou a dar leves lambidinhas para me limpar. comecei a tentar pegar parte daquele líquido que estava espalhado no meu rosto com a língua e ele ria das minhas tentativas frustradas. eu o amava, como eu o amava.
ele começou a sugar meu pênis também, eu comecei a entender a dificuldade dele de respirar, já haviam feito sexo oral em mim, mas algo estranhamente estava fazendo eu perder o fôlego, não consigo pensar em nada, apenas abro os olhos e o vejo ali, concentrado em me dar prazer, em, em... eu tento tirar mas ele não deixa e acabo gozando na boca dele, ele lambe meu pênis todo e nos abraçamos na cama, nos beijamos e nos beijamos de novo. - eu te amo Pedro. - eu te amo Leonardo.
dormimos.
acordo com o toque do meu celular, meus pais. atendo, conversa rápida, aviso que o Pedro vai dormir aqui, digo que estou bem, eles vão chegar tarde (normal), desligo.
Pedro me beija, pega o celular dele e liga para a mãe, avisa que vai dormir na minha casa, desliga. me beija de novo.
ele se deita e encara o teto, eu me levanto, abro a porta e ele me segue, estamos nus, mas não importa, ninguém vai nos ver. fecho a casa, vou para a sala, sento no sofá e ligo a tv. ele deita com a cabeça no meu colo, acaricio o cabelo dele. conversamos sobre coisas aleatórias. nos beijamos.
- léo? - Pedro? - tem camisinha? - tenho, quer que eu busque? - sim. me levanto e vou até o quarto e pego um pacote, coloco na mesa de centro, ele me observa, levanto a cabeça dele, me sento e coloco de volta no meu colo. ele me encara. - você está com medo? - não pedrinho, não estou com medo, só não quero fazer nada que você não queira. - mas eu quero, léo. ele me olhou com cara de cachorrinho safado, juro por deus que eu comeria ele ali mesmo.
ele sentou no meu colo nu, e ficou me olhando e rindo, me provocando, segurei o pênis dele e comecei a masturbá-lo, ele riu alto e disse que não era minha mão que ele queria. ele tava me deixando maluco, me levantei, joguei ele no sofá de costas, subi em cima dele e sussurrei perto do ouvido dele - vai doer amor. - como você sabe se nunca fez? me olhou com aquela cara de provocante safado dele e coloquei a cabeça do meu pênis, ele soltou um gemido e arqueou o corpo, beijei as partes do corpo dele que estavam ao meu alcance, dei pequenas mordidas, beijei aquele buraquinho lindo e depiladinho, eu ri alto sem querer.
- ta rindo de que? - você se depilou. - sim. ele corou. - você fica tão lindo com vergonha. penetrei, coloquei todo lá dentro, ele gemeu alto, comecei a me mexer bem devagar, e aos poucos ele foi relaxando, fazia careta mas não parecia estar achando ruim. continuei, sempre que eu sentia o corpo dele se encolher eu diminuía um pouco a intensidade. quando enfim consegui ir cada vez mais rápido, ouvindo os gemidos entre os dentes dele, eu estava pronto para gozar, sentia o orgasmo a caminho, cravei as unhas nas costas dele e ele gritou. quando ele gritou eu explodi de prazer, gozei nele e sai. puxei ele pra mim e o beijei, passando a mão em toda a extensão do seu corpo, e o beijei, e o beijei, nos espremíamos um contra o outro, como se mesmo a minima distância entre nós pudesse nos separar.
nos deitamos.
me levantei e disse para ele esperar ali, fui no banheiro e lavei as mãos, fui na cozinha ver o que eu podia fazer para comermos, ele me abraçou pelas costas, beijou meu pescoço e sussurrou no meu ouvido - agora é minha vez amor, ou você acha que eu esqueci de você? não pude conter um sorriso malicioso, ele bateu na minha bunda - safado. me encostou na mesa da cozinha e colocou seu pênis em mim sem piedade alguma, adorei aquela pressão, aquela dor cortante me excitou, ao mesmo tempo que eu o desejava dentro de mim eu o queria fora, e ele continuava com movimentos hora suaves e hora mais intensos, quando eu gemia alto ele ia mais devagar e quando eu silenciava e controlava minha respiração, ele ia com força e eu gritava, eu gritava.
não consigo lembrar de quando acabou, sei que gozei na mesa enquanto ele gozava em mim. me sentei no chão, passei a mão no cabelo, suspirei.
- pedrinho, assim você acaba comigo.
- essa é a intenção léo. ganho um sorriso malicioso e um beijo suave perto da minha orelha. fecho os olhos, estou sonhando, só posso estar sonhando.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Part. três
Posso não ter as respostas e talvez nunca encontrá-las, mas quero tirar o melhor das experiências incríveis que andam me proporcionando, essa semana foi difícil, mais fácil que as anteriores, mas estou sempre em momentos difíceis, sempre superando obstáculos que eu mesmo me impus, mas vou conseguir, vou sair desse labirinto.
Acabei de notar que não nos apresentei formalmente, meu nome é Pedro e esta é minha história, meus anseios, vocês são meu subconsciente, e quase sempre os ignoro, menos é claro quando vocês estão me lendo, nesse momento minha atenção é toda de vocês, meus olhos e ouvidos, meu corpo aguarda por vocês, ansioso pela resposta que me darão. Meu namorado é o Léo e minha melhor amiga é a Flávia e todos nós nos tornamos um só quando estamos aqui, somos os narradores, os protagonistas e os expectadores, somos tudo e ao mesmo tempo não somos nada.
Léo
eu estava andando pela rua quando o vi pela primeira vez, ele era baixinho, engraçado, aquele tipo de pessoa meiga, não sei o que me deu, só sei que me apaixonei. bobagem, ninguém se apaixona assim, mas ele tinha de ser real, então ele foi.
primeiro dia de aula:
nossas aulas sempre começam antes das de todo mundo, mas terminam antes também, eu ainda não me recuperara da visão do menino-sem-nome da rua mas estava ansioso pelas aulas, último ano, deu de ensino médio pra mim, faculdade significa liberdade, sem amarras, sem preocupações com panelinhas e discriminações, sem olhares tortos, apenas eu, lindo, livre e feliz!
chego na escola, sem muita empolgação pois a primeira pessoa que enxergo é o Marlom, menino chato, o tipo de adolescente cheio de testosterona, pedindo por mulheres, ou melhor xoxotas ambulantes, ridículo. não o deixo me ver, tudo que menos preciso é abrir a caixinha de lembranças ruins com o Marlom. ele me vê, odeio quando ele me olha daquele jeito, eu sei o que ele quer, ele quer a mim, mas não pode, o que as pessoas pensariam dele? ano passado nós ficamos, eu fiquei totalmente surpreso, não esperava mesmo, ele vivia me provocando, me xingando, usando todo o tipo de palavreado xulo e ofensivo, quem ia esperar que, justo ele, era na verdade, um menino com, digamos, sentimentos reprimidos. mas o que ninguém esperava era que iriam nos pegar fazendo isso, eu, sou assumido nessa escola desde a primeiro ano do ensino fundamental, já ele? bom eu falei da testosterona né? enfim, ele me bateu e disse que eu era, hmm... uma bichinha escrota e que não tinha o direito de agarrar alguém como ele.
vocês imaginam como eu fiquei, não entendi nada, ele me pediu desculpas depois, ficamos mais algumas vezes e, sabe, aquela coisa do escondido é bom, é emocionante, excitante e tal, mas chega uma hora que você quer andar de mãos dadas, quer receber um carinho na rua, não andar escondido por ai.
desvio o olhar, não posso mais gostar dele, não desse jeito. mais um motivo para desejar a faculdade com cada átomo do meu ser, mudança, ar fresco, preciso de ar fresco.
para tudo! não é possível, é ele, o menino-sem-nome da rua, não pode ser, não pode ser real, sim é ele! ninguém tem bochechas iguais aquelas, que vontade de morder ele todo, ai gente não acredito, ele beijou uma menina, não, ele usa aliança? ok, esse não vai ser meu ano, sério mesmo, vou ali me matar e já volto, sem noção né Deus? não podia ser gay né? tinha que ser justo hétero com namorada. ele esta me olhando, eu to vendo, ele me viu também, vou parar de olhar, para de olhar LEONARDO, não paro claro, ele se aproxima, mais perto, mais perto, acho que estou babando, fecho a boca, ele fala, gente que voz é essa?
- Oi, sou o Pedro, poderia me dizer onde é a 301?
fala seu idiota, porque você não ta falando, ele ta me olhando, to demorando de mais pra responder, e consigo falar meio roco, sai uma voz escrota na verdade, mas enfim:
- Sou o Léo, sei sim, pode vir comigo é a minha sala também. ele diz que já volta, se despede da namorada nojenta e recalcada dele e volta pra mim, estou nas nuvens com ele andando ao meu lado, nem sei mais sobre o que ele ta falando, ele cheira tão bem, e nossa aquela voz, porque uma voz tão linda? ele senta do meu lado na sala, conversamos, passamos o recreio juntos e ele me apresenta a Melissa, sua namorada nem um pouco amada no meu subconsciente, mas ela até que é legal. de volta a aula trocamos telefone, facebook, twitter, tudo, conversamos mais, e quando não conversamos as vezes nosso olhar se encontra quando o professor fala algo que por coincidência somos os únicos a acharem engraçado, rimos um pro outro e continuamos a escrever no caderno.
que dia, mas que dia mais sensacional, vou pra casa em êxtase, acho que sei como é a coisa dos orgasmos múltiplos femininos depois de hoje. chego em casa e tem uma mensagem dele (tendo orgasmos múltiplos de novo): Léo, obrigado por hoje, sem você teria ficado perdido, acho que vi você na rua um dia, mas posso estar louco, enfim a Mel adorou você, ela acha que você é fofo, abraço cara.
ai esses héteros me matam, claro que a Mel (falo isso em um tom total e completamente sarcástico) sacou que sou gay e me quer como seu chaveirinho pessoal, odeio meninas que pensam que podemos ser seus melhores amigos só porque não queremos comer elas e elas podem andar nuas alegre e livremente na nossa frente...
no dia seguinte eu estava ansioso para ver o Pedro, queria muito sentir aquele perfume de novo, sério eu estou pirando, não posso pensar nele dessa forma, enfim, lá está ele sentado ao lado da minha classe, me esperando, ele não está tão bonito hoje, na verdade ele está péssimo (faço uma cara de espanto mental), me aproximo dele, ele me cumprimenta com um aceno de cabeça, me sento, olho pra ele e pergunto o que aconteceu, ele me alcança o celular e leio:
Pedro, sinto muito mas não posso continuar com você, não se preocupe a culpa não é sua, sou eu que sou muito confusa, tenho problemas de mais e os seus e os meus juntos, são de mais pra mim, preciso de um tempo pra mim, me amar um pouco, cuidar de mim, eu te amei muito pedrinho, mas faz muito tempo que esse amor vêm se apagando, desculpe, espero que um dia consigamos ser amigos, mudei de escola como já tinha te dito que faria, fique bem. Com amor, Mel.
eu juro que fiquei chocado, mensagem de texto? sério? garotinha idiota, mereceu meu desprezo, acho que tenho que falar algo, não sei o que falar, apenas sou sincero:
- Olha Pedro, eu sei que isso é uma droga, mas vai passar, juro pra você que passa!
- Obrigado cara, que bom que te conheci.
- Digo o mesmo cara, digo o mesmo. não acredito que falei "cara" sério mesmo, não acredito!
algumas semanas depois éramos melhores amigos, eu respeitava ele, ele sabia que eu era gay, eu contei, assim que tive a oportunidade, não queria que ele ficasse apenas com a impressão que a Mel (tom sarcástico de novo) deu à ele sobre mim e sobre os gays em geral.
um dia fizemos um piquenique, coisa bem bobinha, mas sou romântico, não que eu tivesse feito com essa intenção, mas fiz, ficamos um tempão conversando, fui levar ele na parada e, nem sei como dizer, ele pegou a minha mão, achei que fosse algo, não sei, impulsivo? carência? enfim, não soltei a mão dele óbvio, na parada ele ficou me olhando sem largar a minha mão, eu entendi o recado, então o beijei, nem sei como descrever aquele beijo, não sei como explicar o que senti, mas eu flutuei dali, eu viajei tão alto, mais tão alto que me perdi de mim, me encontrei nele, me esvai nele. quando nos separamos foi como se o mundo inteiro ficasse cinza de novo, cheguei mais perto, o beijei mais uma vez, não podia deixar aquele momento passar, levei ele pra minha casa, meus pais quase nunca estavam em casa, e naquele dia não foi diferente.
Acabei de notar que não nos apresentei formalmente, meu nome é Pedro e esta é minha história, meus anseios, vocês são meu subconsciente, e quase sempre os ignoro, menos é claro quando vocês estão me lendo, nesse momento minha atenção é toda de vocês, meus olhos e ouvidos, meu corpo aguarda por vocês, ansioso pela resposta que me darão. Meu namorado é o Léo e minha melhor amiga é a Flávia e todos nós nos tornamos um só quando estamos aqui, somos os narradores, os protagonistas e os expectadores, somos tudo e ao mesmo tempo não somos nada.
Léo
eu estava andando pela rua quando o vi pela primeira vez, ele era baixinho, engraçado, aquele tipo de pessoa meiga, não sei o que me deu, só sei que me apaixonei. bobagem, ninguém se apaixona assim, mas ele tinha de ser real, então ele foi.
primeiro dia de aula:
nossas aulas sempre começam antes das de todo mundo, mas terminam antes também, eu ainda não me recuperara da visão do menino-sem-nome da rua mas estava ansioso pelas aulas, último ano, deu de ensino médio pra mim, faculdade significa liberdade, sem amarras, sem preocupações com panelinhas e discriminações, sem olhares tortos, apenas eu, lindo, livre e feliz!
chego na escola, sem muita empolgação pois a primeira pessoa que enxergo é o Marlom, menino chato, o tipo de adolescente cheio de testosterona, pedindo por mulheres, ou melhor xoxotas ambulantes, ridículo. não o deixo me ver, tudo que menos preciso é abrir a caixinha de lembranças ruins com o Marlom. ele me vê, odeio quando ele me olha daquele jeito, eu sei o que ele quer, ele quer a mim, mas não pode, o que as pessoas pensariam dele? ano passado nós ficamos, eu fiquei totalmente surpreso, não esperava mesmo, ele vivia me provocando, me xingando, usando todo o tipo de palavreado xulo e ofensivo, quem ia esperar que, justo ele, era na verdade, um menino com, digamos, sentimentos reprimidos. mas o que ninguém esperava era que iriam nos pegar fazendo isso, eu, sou assumido nessa escola desde a primeiro ano do ensino fundamental, já ele? bom eu falei da testosterona né? enfim, ele me bateu e disse que eu era, hmm... uma bichinha escrota e que não tinha o direito de agarrar alguém como ele.
vocês imaginam como eu fiquei, não entendi nada, ele me pediu desculpas depois, ficamos mais algumas vezes e, sabe, aquela coisa do escondido é bom, é emocionante, excitante e tal, mas chega uma hora que você quer andar de mãos dadas, quer receber um carinho na rua, não andar escondido por ai.
desvio o olhar, não posso mais gostar dele, não desse jeito. mais um motivo para desejar a faculdade com cada átomo do meu ser, mudança, ar fresco, preciso de ar fresco.
para tudo! não é possível, é ele, o menino-sem-nome da rua, não pode ser, não pode ser real, sim é ele! ninguém tem bochechas iguais aquelas, que vontade de morder ele todo, ai gente não acredito, ele beijou uma menina, não, ele usa aliança? ok, esse não vai ser meu ano, sério mesmo, vou ali me matar e já volto, sem noção né Deus? não podia ser gay né? tinha que ser justo hétero com namorada. ele esta me olhando, eu to vendo, ele me viu também, vou parar de olhar, para de olhar LEONARDO, não paro claro, ele se aproxima, mais perto, mais perto, acho que estou babando, fecho a boca, ele fala, gente que voz é essa?
- Oi, sou o Pedro, poderia me dizer onde é a 301?
fala seu idiota, porque você não ta falando, ele ta me olhando, to demorando de mais pra responder, e consigo falar meio roco, sai uma voz escrota na verdade, mas enfim:
- Sou o Léo, sei sim, pode vir comigo é a minha sala também. ele diz que já volta, se despede da namorada nojenta e recalcada dele e volta pra mim, estou nas nuvens com ele andando ao meu lado, nem sei mais sobre o que ele ta falando, ele cheira tão bem, e nossa aquela voz, porque uma voz tão linda? ele senta do meu lado na sala, conversamos, passamos o recreio juntos e ele me apresenta a Melissa, sua namorada nem um pouco amada no meu subconsciente, mas ela até que é legal. de volta a aula trocamos telefone, facebook, twitter, tudo, conversamos mais, e quando não conversamos as vezes nosso olhar se encontra quando o professor fala algo que por coincidência somos os únicos a acharem engraçado, rimos um pro outro e continuamos a escrever no caderno.
que dia, mas que dia mais sensacional, vou pra casa em êxtase, acho que sei como é a coisa dos orgasmos múltiplos femininos depois de hoje. chego em casa e tem uma mensagem dele (tendo orgasmos múltiplos de novo): Léo, obrigado por hoje, sem você teria ficado perdido, acho que vi você na rua um dia, mas posso estar louco, enfim a Mel adorou você, ela acha que você é fofo, abraço cara.
ai esses héteros me matam, claro que a Mel (falo isso em um tom total e completamente sarcástico) sacou que sou gay e me quer como seu chaveirinho pessoal, odeio meninas que pensam que podemos ser seus melhores amigos só porque não queremos comer elas e elas podem andar nuas alegre e livremente na nossa frente...
no dia seguinte eu estava ansioso para ver o Pedro, queria muito sentir aquele perfume de novo, sério eu estou pirando, não posso pensar nele dessa forma, enfim, lá está ele sentado ao lado da minha classe, me esperando, ele não está tão bonito hoje, na verdade ele está péssimo (faço uma cara de espanto mental), me aproximo dele, ele me cumprimenta com um aceno de cabeça, me sento, olho pra ele e pergunto o que aconteceu, ele me alcança o celular e leio:
Pedro, sinto muito mas não posso continuar com você, não se preocupe a culpa não é sua, sou eu que sou muito confusa, tenho problemas de mais e os seus e os meus juntos, são de mais pra mim, preciso de um tempo pra mim, me amar um pouco, cuidar de mim, eu te amei muito pedrinho, mas faz muito tempo que esse amor vêm se apagando, desculpe, espero que um dia consigamos ser amigos, mudei de escola como já tinha te dito que faria, fique bem. Com amor, Mel.
eu juro que fiquei chocado, mensagem de texto? sério? garotinha idiota, mereceu meu desprezo, acho que tenho que falar algo, não sei o que falar, apenas sou sincero:
- Olha Pedro, eu sei que isso é uma droga, mas vai passar, juro pra você que passa!
- Obrigado cara, que bom que te conheci.
- Digo o mesmo cara, digo o mesmo. não acredito que falei "cara" sério mesmo, não acredito!
algumas semanas depois éramos melhores amigos, eu respeitava ele, ele sabia que eu era gay, eu contei, assim que tive a oportunidade, não queria que ele ficasse apenas com a impressão que a Mel (tom sarcástico de novo) deu à ele sobre mim e sobre os gays em geral.
um dia fizemos um piquenique, coisa bem bobinha, mas sou romântico, não que eu tivesse feito com essa intenção, mas fiz, ficamos um tempão conversando, fui levar ele na parada e, nem sei como dizer, ele pegou a minha mão, achei que fosse algo, não sei, impulsivo? carência? enfim, não soltei a mão dele óbvio, na parada ele ficou me olhando sem largar a minha mão, eu entendi o recado, então o beijei, nem sei como descrever aquele beijo, não sei como explicar o que senti, mas eu flutuei dali, eu viajei tão alto, mais tão alto que me perdi de mim, me encontrei nele, me esvai nele. quando nos separamos foi como se o mundo inteiro ficasse cinza de novo, cheguei mais perto, o beijei mais uma vez, não podia deixar aquele momento passar, levei ele pra minha casa, meus pais quase nunca estavam em casa, e naquele dia não foi diferente.
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