quarta-feira, 18 de março de 2015

Part. quatro

como se tudo já estivesse programado para acontecer, como se nós dois estivéssemos destinados a estarmos ali naquele momento. nada ao redor chamava minha atenção, apenas ele, só existia ele. quando entramos no meu quarto ele fechou a porta, olhou ao redor por um momento, quase como se procurasse algo. voltou-se pra mim, olhou no fundo dos meus olhos, abriu a boca levemente, como se quisesse falar, como se desejasse algo que não pudesse desejar. o que eu não daria por saber o que ele estava pensando? o que ele estava sentindo?
- eu sou virgem. falei. - nunca transei com ninguém, penetração sabe? me senti um completo idiota por dizer isso, meu deus porque eu disse isso? devo ter abaixado o rosto de vergonha pois ele segurou carinhosamente meu queixo e o levantou, pegou minha mão e me puxou para mais perto dele, me olha, fecha os olhos e eu fecho os meus também. nos beijamos. nos beijamos. nos beijamos.
não lembro quando paramos de nos beijar, quando nos deitamos ou quando tiramos a roupa, lembro dele me fazendo carinho, dizendo que me amava no ouvido, lembro de pegar a mão dele e colocar sobre meu corpo, ele desceu a mão sem eu falar nada, sem eu insinuar nada. ele segurou tão firme, tão seguro de si. me virei de frente pra ele e o beijei e ele continuou me masturbando e eu a ele. não sabia como aquela brincadeira ia acabar, não queria que acabasse.
cada minuto, segundo que passava ali, pareciam pequenas eternidades, o rosto dele de frustração quando tirei minha mão me fez rir, eu me curvei, coloquei minha boca no seu pênis e o chupei, não como costumava acontecer com o Marlon, mas delicadamente, como se a minha vida dependesse disso. eu o olhava e ele contorcia-se de prazer, respirava com dificuldade, fazia sons engraçados que me deixavam mais excitado. ele tirou o pênis dele da minha boca e gozou no meu rosto, começamos a rir.
- desculpe, não segurei. ele disse. - não me importo. eu disse, e não me importava mesmo, ele segurou meu rosto entre suas mãos, aproximou meu rosto do dele e começou a dar leves lambidinhas para me limpar. comecei a tentar pegar parte daquele líquido que estava espalhado no meu rosto com a língua e ele ria das minhas tentativas frustradas. eu o amava, como eu o amava.
ele começou a sugar meu pênis também, eu comecei a entender a dificuldade dele de respirar, já haviam feito sexo oral em mim, mas algo estranhamente estava fazendo eu perder o fôlego, não consigo pensar em nada, apenas abro os olhos e o vejo ali, concentrado em me dar prazer, em, em... eu tento tirar mas ele não deixa e acabo gozando na boca dele, ele lambe meu pênis todo e nos abraçamos na cama, nos beijamos e nos beijamos de novo. - eu te amo Pedro. - eu te amo Leonardo.
dormimos.
acordo com o toque do meu celular, meus pais. atendo, conversa rápida, aviso que o Pedro vai dormir aqui, digo que estou bem, eles vão chegar tarde (normal), desligo.
Pedro me beija, pega o celular dele e liga para a mãe, avisa que vai dormir na minha casa, desliga. me beija de novo.
ele se deita e encara o teto, eu me levanto, abro a porta e ele me segue, estamos nus, mas não importa, ninguém vai nos ver. fecho a casa, vou para a sala, sento no sofá e ligo a tv. ele deita com a cabeça no meu colo, acaricio o cabelo dele. conversamos sobre coisas aleatórias. nos beijamos.
- léo? - Pedro? - tem camisinha? - tenho, quer que eu busque? - sim. me levanto e vou até o quarto e pego um pacote, coloco na mesa de centro, ele me observa, levanto a cabeça dele, me sento e coloco de volta no meu colo. ele me encara. - você está com medo? - não pedrinho, não estou com medo, só não quero fazer nada que você não queira. - mas eu quero, léo. ele me olhou com cara de cachorrinho safado, juro por deus que eu comeria ele ali mesmo.
ele sentou no meu colo nu, e ficou me olhando e rindo, me provocando, segurei o pênis dele e comecei a masturbá-lo, ele riu alto e disse que não era minha mão que ele queria. ele tava me deixando maluco, me levantei, joguei ele no sofá de costas, subi em cima dele e sussurrei perto do ouvido dele - vai doer amor. - como você sabe se nunca fez? me olhou com aquela cara de provocante safado dele e coloquei a cabeça do meu pênis, ele soltou um gemido e arqueou o corpo, beijei as partes do corpo dele que estavam ao meu alcance, dei pequenas mordidas, beijei aquele buraquinho lindo e depiladinho, eu ri alto sem querer.
- ta rindo de que? - você se depilou. - sim. ele corou. - você fica tão lindo com vergonha. penetrei, coloquei todo lá dentro, ele gemeu alto, comecei a me mexer bem devagar, e aos poucos ele foi relaxando, fazia careta mas não parecia estar achando ruim. continuei, sempre que eu sentia o corpo dele se encolher eu diminuía um pouco a intensidade. quando enfim consegui ir cada vez mais rápido, ouvindo os gemidos entre os dentes dele, eu estava pronto para gozar, sentia o orgasmo a caminho, cravei as unhas nas costas dele e ele gritou. quando ele gritou eu explodi de prazer, gozei nele e sai. puxei ele pra mim e o beijei, passando a mão em toda a extensão do seu corpo, e o beijei, e o beijei, nos espremíamos um contra o outro, como se mesmo a minima distância entre nós pudesse nos separar.
nos deitamos.
me levantei e disse para ele esperar ali, fui no banheiro e lavei as mãos, fui na cozinha ver o que eu podia fazer para comermos, ele me abraçou pelas costas, beijou meu pescoço e sussurrou no meu ouvido - agora é minha vez amor, ou você acha que eu esqueci de você? não pude conter um sorriso malicioso, ele bateu na minha bunda - safado. me encostou na mesa da cozinha e colocou seu pênis em mim sem piedade alguma, adorei aquela pressão, aquela dor cortante me excitou, ao mesmo tempo que eu o desejava dentro de mim eu o queria fora, e ele continuava com movimentos hora suaves e hora mais intensos, quando eu gemia alto ele ia mais devagar e quando eu silenciava e controlava minha respiração, ele ia com força e eu gritava, eu gritava.
não consigo lembrar de quando acabou, sei que gozei na mesa enquanto ele gozava em mim. me sentei no chão, passei a mão no cabelo, suspirei.
- pedrinho, assim você acaba comigo.
- essa é a intenção léo. ganho um sorriso malicioso e um beijo suave perto da minha orelha. fecho os olhos, estou sonhando, só posso estar sonhando.



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