terça-feira, 8 de março de 2011

Eu

eu sou o que no mundo ando perdido,
eu sou o que a vida não tem nome,
sou o irmão do sonho, e desta sorte
sou o crucificado...o dolorido...

Sombra de névoa tênue e esvaecida,
e que o destino amargo,triste e forte,
impele brutalmente para a morte!

Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou o que chamam triste sem o ser...
Sou o que chora sem saber por quê...

Sou talvez a visão que alguém sonhou.
Alguém que veio ao mundo pra me ver
e que nunca na vida me encontrou!

(Autor: Florbela Espanca)
 Post dedicado: Rafael Santin 

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