Acordei já não muito disposta essa manhã, enquanto todos os meus amigos dormiam, eu estava deitada na minha cama, olhando ao redor e pensando que poderia chover mais forte, assim quem sabe eu tivesse uma desculpa sensata para não começar esse dia enfrentando um bando de professores dispostos a me julgar, à julgar meus amigos, e eu estaria sentada naquela cadeira, ao lado de mais uma professora, que não tinha nem ideia da minha existência, talvez até tivesse, mas não fazia ideia do que eu enfrentava em meu interior naquele momento, ninguém fazia. Me levantei em fim, mesmo sem querer, me vesti sem grandes exuberâncias, sai mais cedo do que devia, sem café da manhã, morrendo de fome mas não importava eu voltaria em menos de uma hora mesmo, entrei naquela escola ouvindo minhas músicas tentando fugir do meu mundo. Fui chamada e fiquei ali esperando que começasse o "grande julgamento" da turma, até dei alguns poucos sorrisos, mas nada significativo. Voltei para casa, fui até meu quarto, larguei a bolsa, peguei minhas cobertas, me deitei no sofá para ver qualquer coisa que distraísse minha mente. Talvez alguém se pergunte, mas do que ela precisa se distrair? Das lembranças! Mas enfim, me levantei daquele sofá ao meio dia, apenas para almoçar, me deitei novamente, minha mãe saiu, e eu permaneci ali, quase que em um estado de semi inconsciência, mas ali... me levantei de novo para comer, desliguei a televisão, liguei o computador, e fiquei lá, fazendo apenas nada, e ignorando todos que me chamavam no MSN, até eu me cansar de olhar para aquela luz laranja e bloquear o MSN de vez.Por mais incrível que vá parecer, eu consegui me distrair, mas não que isso tenha me feito mais feliz, pois não fez, tem algo faltando e isso está me despedaçando aos poucos, como uma morte lenta e dolorosa, alguém falou sobre isso comigo esses dias... As vezes acho que ninguém realmente compreende que essas palavras não são apenas palavras bem colocadas para formar um belo texto, mas sim sentimentos que explodem dentro de mim e que estão sem espaço e precisam sair, como a lava de um vulcão explode, pondo para fora toda sua ira. Me sinto uma louca perturbada escrevendo essas coisas, mas juro à todos que estão lendo, que não passo de uma menina assustada, tentando desesperadamente lutar contra a escuridão e os obstáculos da vida, sempre a vida, uma aliada e uma inimiga mortal ao mesmo tempo.
E até queria tentar terminar esse texto dizendo que meu dia melhorou depois da meia noite, mas nada vai mudar enquanto eu não mudar, enquanto eu não aprender a conviver com o passado sem ele interferir no meu presente e muito menos no meu futuro...
"Na vida tudo passa"
-CamilaPierzckalski
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