sexta-feira, 29 de julho de 2016
Bestante
Companheiro silencioso
em noite turbulenta
é remédio, calmante,
relaxante muscular
Derruba completamente
As ondas inebriantes
perambulam e enchem
meu quarto
os movimentos compassados
repetidos e bem ensaiados
Seduz-me, incapacita-me
não penso em nada
e ainda assim penso em tudo
Como danças,
Oh meu amado Deus
como danças
Me embriaga como a morte
me desnuda como a morte
diante a ti não respondo
mais como eu
mas sim como um outro ser
Ser fantástico, como um fauno
um bestante, criatura envolvida
em mágica e silêncio
Silêncio fervoroso
como um vulcão
à explodir em instantes
Me invade, me possui
me absorve, inspira
fumaça
fumaça
fumaça
Então, solto a última tragada
apago-o no cinzeiro
desligo a luz
nada
nada
nada
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