Entender?
De dia choras
A noite ?
Enxerga-te
Enxerga seu sorriso
Sorriso dado a uma estranha
Estranha
que rouba seu ar
perto daquela mesa
aquela porta
aquela cadeira
do bar
Música?
Não toca mais
Bebida?
Sem efeito
Você nem a sente
O beijo?
Ele sim
É
quente
embriaga
Embriagante
como aquela voz
o som tenro
lancinante
daquela voz
E todas as palavras ditas
os livros lidos
os poemas escritos
Todas as azeitonas
comidas
e não comidas
O holocausto
abnegador
de uma sociedade
"azeitonal"
Nada temível
mas sim
uma bagunça!
Sim!
Minha mente
Balança
A humanidade inteira
balança
O caos é instaurado
Silêncio noturno
entrecortado
por
pensamentos
GRITANTES
Calma!
Compreendes?
Até o mesmo
cigarro
compreendes!
Que grande camelo
prateado eu seria
Dois sabores
Duas pessoas
Reúnem-se
Explode-se
Holocausto?
Claro.
Renunciarias ?
Os céus, a terra...
O que são
algumas azeitonas
no lixo
perto do calor
o calor do
seu cachecol turquesa.
Me bagunças
Me bagunce
Bagunçadas somos.

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