segunda-feira, 25 de julho de 2016

Holocausto? Que bagunça


Entender?
De dia choras
A noite ?
Enxerga-te
Enxerga seu sorriso

Sorriso dado a uma estranha
Estranha
que rouba seu ar
perto daquela mesa
aquela porta
aquela cadeira
do bar

Música?
Não toca mais
Bebida?
Sem efeito
Você nem a sente

O beijo?
Ele sim
É
quente
embriaga

Embriagante 
como aquela voz
o som tenro 
lancinante
daquela voz

E todas as palavras ditas
os livros lidos
os poemas escritos
Todas as azeitonas 
comidas
e não comidas

O holocausto
abnegador 
de uma sociedade
"azeitonal"
Nada temível 
mas sim
uma bagunça!

Sim!

Minha mente 
Balança
A humanidade inteira
balança
O caos é instaurado

Silêncio noturno
entrecortado 
por
pensamentos 
GRITANTES

Calma!

Compreendes?
Até o mesmo 
cigarro
compreendes!
Que grande camelo
prateado eu seria

Dois sabores
Duas pessoas
Reúnem-se
Explode-se

Holocausto?
Claro.
Renunciarias ?
Os céus, a terra...

O que são 
algumas azeitonas 
no lixo
perto do calor
o calor do
seu cachecol turquesa.

Me bagunças
Me bagunce
Bagunçadas somos.




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